Resumo da história do Jiu Jitsu

Oriundo dos mosteiros hindus da Idade Média, onde fora concebido como forma de defesa alternativa – que defendesse, que neutralizasse, que anulasse e subjugasse sem causar danos físicos aos adversários – preceitos estes que não viriam violentar os rígidos dogmas religiosos dos monges budistas, o Jiu-Jitsu que, em japonês significa “Arte Suave”, desde os seus primórdios, teve sempre como filosofia básica a autodefesa, mesmo quando esta, implicasse na necessidade de ataque preventivo ao adversário.

Ao emigrar para o Japão, o Jiu-Jitsu encontrou ali o seu habitate, transformando-se no esporte nacional por excelência.

O Jiu-Jitsu chegou ao Brasil em meados da década de 20, trazido pelo campeão japonês Mitsuo Maeda Koma (o lendário Conde Koma). Como fruto que nascera desta admiração mútua entre Mestre e Discípulo, estava se iniciando a saga brasileira do Jiu-Jitsu, que aportou no Pará e conheceu o mestre Carlos Gracie, a quem ensinou o Jiu-Jitsu na condição de este ser mantido em segredo. Carlos Gracie não só aprendeu a técnica, como ensinou a seus irmãos dos quais fazia parte Helio Gracie, o caçula da família, que veio a ser o grande gênio nessa arte, desenvolvendo esta a ponto de hoje ser considerada como a arte marcial mais completa e eficiente do mundo, e no exterior sendo conhecida como Brazilian Jiu-Jitsu.

As atribulações e alguns excessos cometidos durante a fase de implantação do esporte no país, nesta época foram considerados necessários e justificáveis, são vistos hoje como a pré-história de um Jiu-Jitsu que se encontra organizado como esporte federado. Sem dúvida, o Jiu-Jitsu é o esporte individual que mais cresce no país: cerca de 200.000 praticantes; 13.000 salas de ensino (considerando somente as grandes capitais – Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Fortaleza, Recife e Brasília). No último campeonato nacional, cerca de 2.000 atletas realizaram 1.700 lutas diante de um público rotativo de 12.000 pessoas.

O Jiu-Jitsu é uma Arte Marcial notabilizada pelos samurais guerreiros do Japão feudal; tecnicamente, consiste numa reunião de golpes e processos que permitem um homem desarmado, enfrentar um ou mais adversários, armados ou não, com possibilidade de vitória. Foi do jiu-jitsu que veio a existir o Judô, que foi inventado por Jigoro Kano (1860-1938), com a revolução de costumes que abalou o Japão a partir de 1868, dedicou-se ele a reviver o Jiu-Jitsu, partindo das velhas escolas e de antigos mestres. Antigamente o jiu-jitsu era praticado com chutes e pontapés além dos golpes nas articulações, para formar fortes guerreiros, o judô era a mesma coisa que o Jiu-jitsu, mas sem chutes e socos.

Hoje, quem desconhece o Jiu-Jitsu está definitivamente desatualizado. A luta está difundida inclusive no exterior, onde os brasileiros são imerecidamente reconhecidos como os melhores, até mesmo os especialistas em outras artes marciais aderem ao nosso esporte conscientes da sua eficiência.

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